Já comecei a trabalhar, e tenho tido dias muito esgotantes. Hoje, por exemplo, tem sido difícil e ainda me faltam várias horas de trabalho pela frente! - estou na minha hora de almoço.
Ontem fui ao funeral do meu vizinho, e tenho a mente inundada de recordações dele. Boas recordações!...
A última vez que falamos foi a dias, quando a princesa C escapuliu para o seu apartamento para brincar com a filha dele. Ambos rimos com a situação, e ele disse-me para a deixar lá brincar, durante uns 10 minutos. Quando a fui buscar, chorou porque queria ficar mais um pouco...
As recordações, normalmente, ficam vivas em objetos. Parece uma idiotice, mas quando olhas para um fotografia tua de infância, por exemplo, não tens recordações de quando eras criança?
Mas, e quando não existem objetos que nos liguem a esses momentos? Ou quando o objeto se deteriorou e terminou por ir para o lixo? Será que nos iremos lembrar, anos mais tarde, desses momentos? Alguns sim, outros esquecem...
Esta caixinha da minha filha, feita de papel manteigueiro, simples e bonita, mas frágil... Julgo ter ajudado um pouco na sua "imortalização" ao fotografa-la nas mãos dela. Mas, será que mais tarde me irei lembrar de lhe dizer, quando ela perguntar, que foi um presentinho que lhe deram na biblioteca da praia por ser uma menina querida?
Será que, mais tarde, me irei lembrar do meu vizinho e dos nossos momentos de amizade? Talvez. Não sei. Mas há algo que o liga à vida, às memórias... não é um objeto, mas sim um alguém valioso: a sua filha. Mas, e ela? Irá esquecer o pai? Naturalmente o tempo irá apagar, impiedosamente, muitas das suas memórias, mas cabe-nos a nós o papel de as ir mantendo vivas!
Descansa em paz, amigo!...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Agradeço o seu comentário!