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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Aniversário

Uma festa de aniversário, para mim, deve ser vivida, sobretudo, com a família (especialmente a mais próxima).
Quando era criança, lembro de uma festa, em especial, em que tive direito a Piñata. Nessa mesma festa estiveram presentes todos os meus vizinhos e amigos que convidamos, mas também lá estavam os meus pais e a minha irmã, e só eles me bastavam para que a festa tivesse sido, à mesma, fantástica!...
Mas os meus pais se divorciaram e, desde então, festejar o meu aniversário deixou de ter sentido para mim...
Quando estava grávida, uma psicóloga me fez prometer que voltaria a festejar o meu aniversário. Não por mim, mas pela minha princesinha. E eu estou a cumprir com a minha promessa.
O certo é que, ao festejar o meu aniversário por ela, também o estou a fazer por mim, pois posso não ter os meus pais juntos, mas ela sim tem os pais dela juntos, o que já é muito importante para mim.
 
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Assim chegou o Outono!...

Num Domingo de sol de Setembro, decidimos "comer fora", que para nós significa preparar um grande farnel e fazer uma espécie de piquenique num parque.
Ao colocarmos a manta baixo de uma árvore, percebi que o Outono estava prestes a chegar, pelo imenso número de folhas que jaziam sob o relvado que cobria as raízes dessa mesma árvore. Estranhamente, também se encontravam umas pequeninas flores, com as quais a princesa C não resistiu de explorar.


O certo é que, por entre uns dias de chuva e outros de sol e calor intenso, o Outono chegou! Agora já vestimos manga comprida, e a chuva, embora intermitente quanto aos dias, já é algo a que nos tivemos de habituar.
Não tarda calço as lindas galochas que comprei à princesa C na semana passada, e deixo-a brincar um pouco nas poças de água!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A Creche

Sempre achei as creches muito boas para o processo de socialização das crianças, onde aprendem, desde bebés, a conviver num mesmo espaço com outras crianças suas semelhantes (visto que a distribuição de crianças por salas é feita por idades. Também são importantes na implementação de rotinas (que muitos pais não dão qualquer importância, mas que são essenciais para o crescimento harmonioso das crianças, e boas até para a vida dos pais que pode ser planeada segundo essas mesmas rotinas!), e no ensino de regras (muito importantes para a boa educação das crianças!). Além disso, as crianças numa creche têm a possibilidade de fazerem atividades que duvido que muitos pais as façam em casa com os seus filhos!...
Também tem imensos contras: as crianças passam mais tempo com as auxiliares do que com as mães (mas como temos de trabalhar, não temos outra possibilidade. Ou isso, ou uma avó, ou uma ama); são forçadas a "despacharem-se" muitas das vezes da pior maneira em prol da harmonia do trabalho de todo o corpo que constitui a creche; estão sujeitas ao mau humor/feitio de outras crianças, podendo ser empurradas, mordidas...; e, também, estão mais vulneráveis a apanhar doenças (gastroenterites, gripes, etc.).
Devido ao meu horário de trabalho, e devido à impossibilidade de termos dois carros (devido às nossas dificuldades económicas), a princesa C esteve, até Julho deste ano, numa ama. Mas ela está com problemas de saúde, e eu tive de a pôr na Creche.


Das batas do meu irmão, que a minha mãe me deu, decidi pintar numa delas uma linda bonequinha, da minha autoria, inspirada nuns desenhos de uma bonecas que vi na Internet.
O resultado foi muito bom, tendo em conta as características do tecido!...
princesa C adorou!
Quanto à Creche, ela tem-se portado muito bem, a sua adaptação foi bastante rápida, e ela gosta imenso! Notamos apenas um pequeno retrocesso no seu comportamento (tem feito chichi nas cuecas com alguma frequência, algo que é extremamente raro nela), mas nada de alarmante pois já está novamente a recuperar o ritmo.
Este tipo de retrocessos são muito comuns nas crianças quando surgem novas etapas da sua vida, ou quando são obrigadas a passar por uma qualquer circunstância mais, ou menos, difícil na sua vida. Como pais, apenas temos de as apoiar para regressarem "ao normal", sem demasiados paparicos, mas também sem atitudes extremas de "deixa andar que isso passa-lhe". Pura e simplesmente, com amor q.b.!  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O meu bebé

princesa C está a passar por uma fase um pouco egoísta. Em certas situações torna-se engraçado vê-la reclamar posse daquilo que lhe pertence, mas, geralmente, esta situação não tem graça alguma, e até se torna complicado de convence-la que tem de emprestar, ou que certos objetos são de uso de todos e não só para ela.
Como eu costumo dizer: com o tempo, ela vai lá!
Mas há algo que eu admiro nela, e que me deixa enternecida porque um pouco da sua atitude se deve à imitação da mamã: quando ela pega no seus bebés e os trata com carinho, como se fosse mãe deles.
Sei que, como mãe, tenho falhas, e a pior de todas é saltar-me a tampa com facilidade quando ela faz asneiras. Tenho de aprender a controlar-me e avaliar as situações antes de partir para a reprimenda. Tudo isto se deve ao medo que tenho que fique mal educada como imensos meninos que conheço...
Mas também sei ser meiga e amorosa, e ela sabe disso. Sabe que eu a amo como não amo a mais ninguém!...
 
 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Recordações

Já comecei a trabalhar, e tenho tido dias muito esgotantes. Hoje, por exemplo, tem sido difícil e ainda me faltam várias horas de trabalho pela frente! - estou na minha hora de almoço.
 
Ontem fui ao funeral do meu vizinho, e tenho a mente inundada de recordações dele. Boas recordações!...
A última vez que falamos foi a dias, quando a princesa C escapuliu para o seu apartamento para brincar com a filha dele. Ambos rimos com a situação, e ele disse-me para a deixar lá brincar, durante uns 10 minutos. Quando a fui buscar, chorou porque queria ficar mais um pouco...
 
 
As recordações, normalmente, ficam vivas em objetos. Parece uma idiotice, mas quando olhas para um fotografia tua de infância, por exemplo, não tens recordações de quando eras criança?
Mas, e quando não existem objetos que nos liguem a esses momentos? Ou quando o objeto se deteriorou e terminou por ir para o lixo? Será que nos iremos lembrar, anos mais tarde, desses momentos? Alguns sim, outros esquecem...
Esta caixinha da minha filha, feita de papel manteigueiro, simples e bonita, mas frágil... Julgo ter ajudado um pouco na sua "imortalização" ao fotografa-la nas mãos dela. Mas, será que mais tarde me irei lembrar de lhe dizer, quando ela perguntar, que foi um presentinho que lhe deram na biblioteca da praia por ser uma menina querida?
Será que, mais tarde, me irei lembrar do meu vizinho e dos nossos momentos de amizade? Talvez. Não sei. Mas há algo que o liga à vida, às memórias... não é um objeto, mas sim um alguém valioso: a sua filha. Mas, e ela? Irá esquecer o pai? Naturalmente o tempo irá apagar, impiedosamente, muitas das suas memórias, mas cabe-nos a nós o papel de as ir mantendo vivas!
Descansa em paz, amigo!...  

domingo, 15 de setembro de 2013

Um abraço

Um abraço é algo que poucos dão devida importância, mas que eu aprecio como ninguém.
Para mim, um abraço não é apenas um cruzar de braços de encontro com o corpo de alguém. Um abraço é deixar em aberto todo o meu peito para receber o calor desse alguém que procuro ou preciso. É quase como despir o meu coração para que possa sentir o bater do outro coração que dele se aproxima, como se também o quisesse abraçar...
Um abraço de mãe e filha é maravilhoso, pois serve apenas para reforçar aquele "amo-te, filha" que está prontinho a sair da boca mas que nem sempre é necessário dize-lo; serve para lhe demonstrar que ainda está ali prontinha para a proteger.
 
 
Um abraço de pai e filha deve ser bem semelhante, embora, eu acredito, a conotação deve ser ainda mais forte porque um homem não tem tanta abertura para dar um abraço como uma mulher (que são seres naturalmente mais sentimentais). Isto não significa que ele não tenha sentimentos. Apenas é mais reservado a demonstra-los.
Um pai, quando abraça uma filha, dá mais do seu amor do que quando abraça a sua mulher. Acho, até, que dá ainda mais amor do que se estiver a abraçar a própria mãe! A filha é, sem dúvida, a mulher da sua vida. Sem contestação possível - isto aplica-se a PAIS a sério, não a monstros.
A filha, instintivamente, sabe disso. Ela ama os abraços da mãe, mas também ama os do pai. Os braços do pai são mais fortes, oferecem mais segurança!...
Agora imaginem uma criança, de um dia para o outro, descobrir que não mais vai ter o abraço do pai.
O nosso vizinho faleceu, ontem, e deixou uma filha de 5 anos...

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As nossas mãos

Esta fotografia, que é, de facto, uma das minhas favoritas de sempre, surgiu um pouco no seguimento da fotografia dos nosso pés.
Estou a pensar fazer um poster dela!...

sábado, 7 de setembro de 2013

Pezinhos perfeitos

Tenho um irmão pequeno, fruto do segundo casamento da minha mãe, que tem uns pés lindos, mas há um que desperta em mim um pouco de pena (que eu acho um sentimento horrível, e um tanto exagerado, porque ele consegue andar perfeitamente). Nesse pezinho ele tem um dedo literalmente "encavalitado" em cima do dedo ao lado. Trata-se de uma deformação nos ossos do dedito, que só tem solução se for submetido a uma cirurgia (a minha mãe diz ser desnecessária, pois ele irá aprender a viver com aquele dedo. Eu, se pudesse, resolvia-lhe o problema sem pensar duas vezes!).
Quando soube que estava grávida, em primeiro lugar tive medo de perder o meu bebé (visto que eu tivera sofrido, há alguns meses, um triste aborto espontâneo com 12 semanas de gestação). Depois, quando já me encontrava por volta das 20 semanas, ultrapassando o tempo que considerava "perigoso" devido à possibilidade de poder vir a repetir o episódio abortivo, já me sentia feliz e aliviada, mas a minha cabeça tem o infeliz defeito de estar sempre preocupada com alguma coisa, e comecei e pedir a Deus que, entre outras coisas, o meu bebé não tivesse dedinhos dos pés tortos! Que doidice! Realmente as hormonas da gravidez são mesmo engraçadas! Surtem um efeito descomunal nas mulheres, e se forem cismadas como eu... Ui!
O certo é que a princesa C tem os dedinhos dos pés todos perfeitinhos, e eu adoro beija-los! Talvez como forma de agradecimento a Deus por ter ouvido as minhas preces (mesmo que algumas tenham sido um pouco disparatadas).
Eu sei, tenho a certeza absoluta, que iria amar a minha filha, do mesmo modo que amo imensamente, se tivesse nascido com dedinhos dos pés tortos... Afinal de contas, eu também amo o meu irmão!...
 
   

domingo, 1 de setembro de 2013

A moda das fotos dos pés

Sinceramente não faço a mínima ideia de como a moda de tirar fotos aos pés começou, e nunca me despertou nenhum interesse, até ao momento em que vi uma foto com os pés da família (pai, mãe e bebé). Linda!...
Ora, num momento divertido na praia, lembrei-me de tirar uma foto dos pés da nossa família. Estão todos cheios de areia, pois tínhamos acabado de vir da água. 
Obviamente que os pés mais lindos são, naturalmente, os da princesa C!...
 
  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Adora fruta!

A princesa C, desde bebé, adora fruta. Felizmente nunca deixou de comer a sopa com a gula de comer a fruta, como sei que acontece com alguns bebés. Mas a fruta sempre a comeu com muita satisfação!
Quando ela ainda nem tinha 2 anos, puxava por uma cadeira da mesa e roubava peças inteiras da fruteira, as quais comia destemidamente, e normalmente até ao fim. Tive que lhe explicar que as bananas, tangerinas e laranjas não se comiam com casca...
Quando vamos à praia, levo sempre umas peças de fruta para comermos. Ela vai à agua, brinca e molha-se até se cansar ou sentir frio, e quando voltamos para junto das toalhas e eu falo em comida, ela toma as bolachas de assalto (sim, ela também adora bolachas, quer sejam tipo maria ou de água e sal) e, assim que lhe dou uma peça de fruta, ela come-a deliciada, intercalando as dentadas com magníficos "Huuuuumm!...".
Creio que é um bom hábito que tenciono preservar e que, mais tarde, se ela o transmitir aos seus filhos, me deixará satisfeita! Sou muito a favor de uma boa alimentação, embora umas "porcarias" de vez em quando também são precisas!
 
 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Flores para alegrar o dia!

No dia do meu aniversário, o rei decidiu fazer algo raro: oferecer-me um ramo de flores!
Sim, para algumas pessoas pode parecer estranho, porque normalmente é isso que os rapazes faziam às raparigas, sobretudo na fase da conquista, quando tentavam impressiona-las para ver se conseguiam namoro com elas. Já nos dias que correm começa ser mais normal serem as raparigas a impressiona-los, exibindo os seus atributos físicos com peças de roupa muito pequeninas! Enfim!...
Mas o rei, apesar de ser meigo, não é nada dado a romantismos!... E nem imaginam como isso me deixa desolada... Mas eu tenho de ver o seu lado bom: é carinhoso, um pai brincalhão, e gosta de me ajudar nas tarefas domésticas. E esta última já vale por alguns ramos de flores!
Deu-me um belo ramo de rosas de rosas vermelhas, uma por cada ano de idade. O modo como as deu, enfim, teria sido melhor se tivesse sido, claro está, mais romântico!... Mas pelo menos já me ofereceu rosas, o que nele é um gesto extraordinariamente romântico!
Até para a princesa C foi em regalo ver tantas rosas! "Foies!", dizia alegremente enquanto apontava para o ramo.
Obrigada pelas rosas, meu amor!...
 
 
 

Férias


Antes de mais, quero fazer uma breve apresentação da minha filha, a princesa C!
Ela é uma linda menina (sou suspeita de o dizer) de traços morenos. Tem apenas 2 anos, e é de uma esperteza fantástica! A contradizer o seu espírito bondoso está a sua teimosia, acompanhada dos seus "não queio!". Mas, enfim! É uma menina normal, como qualquer outra criança, mas que veio, definitivamente, para alegrar o nosso humilde castelo e, sobretudo, dar significado à minha vida!...
Quanto à sua família: eu sou uma mulher sonhadora, com marcas do passado, que aprecia as Artes; o meu marido, o rei, é desligado dos bens materiais, trabalhador, e gosta de pescar. Vivemos num apartamento, o castelo, despojado de riquezas, num estilo de vida um pouco difícil que nos foi imposto pelos dias que correm em Portugal, mas que nos faz valorizar mais pequenos pormenores da vida!...


As nossas férias em família estão quase a terminar, mas posso dizer que, aparte um ou outro contratempo, foram das melhores que tivemos desde que a princesa C nasceu. E mesmo antes do seu nascimento, lembro que as nossas férias (minhas e do rei) não eram de todo estupendas.
Certo dia decidimos sair à noite. Tivemos algum receio que a princesa C reagisse mal, pois ela está habituada à sua rotina (embora a descarrilamos um pouco nestes últimos dias), em que vai para a cama dormir mais tardar às 22h30. E nós queríamos dar um longo passeio pela praia, sem pressas, o que significava que viríamos um pouco tarde.
Inicialmente, ela reagiu bem. Sorria abundantemente. Dizia "olás" sonoros a quase todas as pessoas que passavam por nós. Apontava para os cães: "Oia, caixito!". E ria quando nos metíamos com ela na brincadeira. Mas, a certa altura, começou a ficar mole...
Ainda assim, continuamos com o nosso passeio... mas com a princesinha ao colo.
Revezava-mos entre nós os dois nesta dura tarefa, quando nos sentíamos esgotados de a carregar por algum tempo. Ela tem um aspeto um pouco esguio, mas é bastante pesada!
Ainda assim, o nosso passeio noturno correu bastante bem! Conseguimos caminhar na praia, sem pressas. Eu ainda tirei umas fotos. E a princesa C portou-se bem!
Apesar do resultado, decidimos não voltar a repetir a experiência tão cedo, pois ela adormeceu antes de chegar a casa, e foi difícil convence-la a fazer chichi antes de deitar na cama...